segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Textos da Categoria-Crônica- OLP 2010

ESCOLA: Rosaura Mourão da Rocha
Aluna: Bárbara Rodrigues da Silva
Categoria: Crônica

AS APARÊNCIAS ENGANAM

Na madrugada de um novo dia, levantei-me. Não tinha sono. Deitar e, rolar no colchão vendo as horas passarem, é uma tortura completa. Prefiro ficar sentada, pedindo a Deus um novo dia, assim que cochilei, o sol nasceu. Levantei, abri a porta, olhando pro céu agradeci, mas logo as nuvens correndo, tamparam o sol, daí, deu um sutil trovão. Trovejou outro, caiu o primeiro toró de chuva.
E esticando meus braços, tristemente: “A natureza da gente é que nem borracha... Logo no meu domingo. Triste o dia todo, sem ter o que fazer. E os meus amigos tentando alegrar-me, convidaram para ir ao “Aniversário da Cidade”, perguntei quem ia cantar, eles disseram, que eram uns tais de João Neto e Frederico, falei: _ Agora que não vou mesmo, nem conheço, deve ser uma dupla, brega, fracassada.
Não quero ir, vão vocês! Desistiram de mim. Após algumas horas a chuva deu uma trégua... Já chegada à noite as 22 h, repensei no convite e fui mesmo sabendo que não ia gostar dos cantores.
Chegando ao local, uma grande aglomeração de pessoas, bebendo, conversando, enfim se divertindo. Várias exposições de artes, barracas com bebidas e comidas, todos alegres, e só eu com uma cara de quem comeu, e não gostou. Encontrei os amigos, andamos por todo lugar, e faltando alguns minutos para a meia-noite, anunciaram que iam começar a soltar os fogos, e concluímos novamente à volta por toda a praça; comemos acolá, bebemos ali, e no alto dos céus os fogos brilharam lindamente, como se fosse no Rio de Janeiro, tudo colorido. Naquela hora o centro de atenção.
Às 2 horas, os cantores chegaram ao palco, cumprimentaram-nos, assim que os vi fiquei surpreendida, pensava que eles eram velhos, feios e bregas, porém me enganei, começaram a cantar, a música era tão bonita que me emocionei ao pensar nos acontecimentos da vida, sorrindo e chorando, meus amigos perguntaram se gostei, disse que amei. Eles me falaram uma linda frase: Não julgue as pessoas antes de vê-las, pois as aparências enganam.


ESCOLA: Tupanir Gaudêncio da Costa
Aluna: Glenda de Souza Cabral
Categoria: Crônica

ZÉ BURACO

Tarauacá é uma cidade pequena, tranqüila e amada por seus habitantes.
Quem nasce e mora em Tarauacá, ou mesmo quem veio de outros lugares para passear ou trabalhar aprende a gostar do lugar e acima de tudo torna-se um defensor do seu espaço.
A hospitalidade, simpatia, credibilidade, confiança e atenção com que os visitantes e turistas são tratados certamente os encanta. Não importa com quem se tenha que bater de frente, o importante é mostrar que a cidade é bela e que os moradores são amáveis.
Os problemas são sempre resolvidos, independentes da forma que se tenha que usar para resolver. Moradores de uma das principais ruas da cidade, preocupados e envergonhados com os “buracos” que já causavam até acidentes, começaram a buscar uma solução para a situação. Reuniram-se com o presidente do bairro, que se reuniu com o secretário de obras, que reuniu com o assessor do prefeito, que se reuniu com o prefeito, que não fez nada e nada foi resolvido.
Mas é claro que eles não desistiram aí, foram fortes como leão e usaram a criatividade para solucionar o problema. Criaram um blog e pediram que os leitores enviassem fotos dos maiores “buracos” das ruas da cidade. A homenagem, o certificado e o registro do “Zé Buraco” seria por conta da Associação de moradores do bairro. As fotos vieram de todos os bairros da cidade. A premiação para o “Zé Buraco” era surpresa, mas já valia a festa.
A administração da cidade ficou com a cara no chão e envergonhada com a falta de respeito e de trabalho, e, nem deu tempo as fotos serem tiradas para a análise do vencedor. Os buracos da cidade foram consertados e a cidade tornou-se novamente, orgulho dos moradores. E a festa? A comemoração foi ainda maior, afinal de contas o que se queria mesmo era não ter “Zé Buraco” na cidade.

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