sexta-feira, 29 de abril de 2016

Acre é o 3º do país com o melhor índice no ensino fundamental 2

Práticas pedagógicas no Acre são destaque no país (Foto: Sérgio Vale/Secom)
Os excelentes resultados obtidos no ensino fundamental 2 [do 6º ao 9º ano] na rede pública de ensino do Acre foram destaques nesta quinta-feira, 28, em reportagem da Folha de S. Paulo.

O jornal destaca as experiências de professores e coordenadores pedagógicos, sobretudo nas escolas do interior e que conferiram à rede estadual o posto de terceira melhor do país nesta modalidade.

De acordo com o Indicador do Desenvolvimento da Educação, o Ideb, o Acre está atrás apenas de Minas Gerais, o líder, e de Goiás, o segundo com melhor desempenho.

Os repórteres Bruno Benevides e Lalo de Almeida estiveram na Reserva Chico Mendes, na escola Airton Sena, e puderam observar o esforço do coordenador pedagógico, que uma vez por mês percorre 40 quilômetros para auxiliar o professor no planejamento das aulas.

“[Esse] foi o modo que o Acre encontrou para melhorar o seu nível de ensino”, enfatiza trecho da reportagem. E cita ainda o coordenador Denis Brito, que ajuda professores de escolas de difícil acesso em Brasileia (a 230 quilômetros de Rio Branco, na fronteira com a Bolívia).

“O planejamento é importante porque tira o professor do automático”, diz o coordenador Brito. Tanto zelo rendeu a Brasileia a melhor nota do Ideb no Estado: 5,3. São Paulo, por exemplo, tirou 4,4.
Estudantes da escola João Mariano da Silva, em Rio Branco, têm aulas de música no pátio (Foto: Lalo de Almeida)

“A cada 15 dias o professor se reúne com o coordenador para debater problemas da sua matéria. E pelo menos uma vez por bimestre todos os docentes da escola participam do encontro interdisciplinar. Neste último, o foco é como levar o ensino de português e matemática para as outras matérias”, ressalta a reportagem.

Na capital Rio Branco, citando Francisco Lira, coordenador da Escola Padre Diogo Feijó, o jornal mostra que a conexão entre disciplinas permite uma evolução no processo ensino-aprendizagem.

“Não há mais um palco, em que o professor vai falar. O estudante precisa entender o que é ensinado, ver que as matérias se conectam e que fazem sentido umas com as outras”, diz Lira.

O secretário de Estado de Educação e Esporte, Marco Brandão, ressalta a necessidade de uma matéria presente na outra. “Você tem que fazer com que nove professores de diferentes formações pensem de forma integrada e transdisciplinar.”

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