segunda-feira, 4 de abril de 2016

NÚCLEO DE EDUCAÇÃO OFERECE CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA PARA PROFESSORES DA ZONA RURAL

Teve início na manhã desta segunda feira, 4 de abril, no Cedup, o Curso de Formação para professores que atuam nas escolas estaduais localizadas na zona rural do município, através dos Programas Asas da Florestania e Penaic. O curso oferecido pelo Núcleo Estadual de Educação está sob a responsabilidades da coordenação de ensino rural da rede estadual de ensino.


A Coordenadora do Núcleo Estadual de Educação, Professora Francisca Aragão, esteve presente na abertura do curso, desejou boas vindas aos professores, pediu empenho e dedicação no curso, e disse que o objetivo da formação é oferecer subsídio pedagógico para ajudá-los nas atividades que serão utilizadas no desenvolvimento do ano letivo das escolas rurais.  


No ano 2005, a Secretaria de Estado de Educação e Esporte do Acre (SEE), em parceria com a Fundação Roberto Marinho, estruturou os módulos do que viria a ser o programa Asas da Florestania. Com financiamento do Banco Mundial, o atendimento inicial foi voltado para 367 alunos de ensino fundamental em sete municípios. Hoje, o programa já está sendo desenvolvido em todas as escolas do município, com oferta ampliada para alunos do ensino médio e, mais recentemente, infantil. O Asas da Florestania, em suas três modalidades, seguindo as Diretrizes e Referenciais Curriculares Nacionais, trabalha com metodologia e materiais pedagógicos específicos, adequando as aulas e os atendimentos às realidades das comunidades rurais de difícil acesso. Asas da Florestania leva educação às comunidades da zona rural do Acre.


Em Tarauacá, o programa é coordenado pelo Núcleo de Estadual de Educação, através da Professora Silvia Ciacci, coordenadora de ensino rural. Em 2012 o programa formou em Tarauacá 96 aluno,s, em 2015, foram 192 e a previsão é formar mais 106 em 2016. O programa é desenvolvido nas escolas da zona rural localizadas às margens dos rios Muru e Tarauacá e BR 364. Para isso, conta com uma equipe organizada de coordenadores e professores e mais, uma infra estrutura de 40 barcos e 3 ônibus para o transporte escolar de todos os alunos. Recentemente, o município ganhou reforço de uma caminhonete, mais um barco e uma moto, cedidos pelo governo do Estado e financiados pelo Banco Mundial, um dos principais parceiros do programa, juntamente com a Fundação Roberto Marinho.



PANIC - Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa é um compromisso formal assumido pelo governo do estado em parceria com o governo federal e município de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental.

Alfabetização - 
Aos oito anos de idade, as crianças precisam ter a compreensão do funcionamento do sistema de escrita; o domínio das correspondências grafofônicas, mesmo que dominem poucas convenções ortográficas irregulares e poucas regularidades que exijam conhecimentos morfológicos mais complexos; a fluência de leitura e o domínio de estratégias de compreensão e de produção de textos escritos.

No Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, quatro princípios centrais serão considerados ao longo do desenvolvimento do trabalho pedagógico:

1. o Sistema de Escrita Alfabética é complexo e exige um ensino sistemático e problematizador;

2. o desenvolvimento das capacidades de leitura e de produção de textos ocorre durante todo o processo de escolarização, mas deve ser iniciado logo no início da Educação Básica, garantindo acesso precoce a gêneros discursivos de circulação social e a situações de interação em que as crianças se reconheçam como protagonistas de suas próprias histórias;

3. conhecimentos oriundos das diferentes áreas podem e devem ser apropriados pelas crianças, de modo que elas possam ouvir, falar, ler, escrever sobre temas diversos e agir na sociedade;

4. a ludicidade e o cuidado com as crianças são condições básicas nos processos de ensino e de aprendizagem.

Dentro dessa visão, a alfabetização é, sem dúvida, uma das prioridades nacionais no contexto atual, pois o professor alfabetizador tem a função de auxiliar na formação para o bom exercício da cidadania. Para exercer sua função de forma plena é preciso ter clareza do que ensina e como ensina. Para isso, não basta ser um reprodutor de métodos que objetivem apenas o domínio de um código linguístico. É preciso ter clareza sobre qual concepção de alfabetização está subjacente à sua prática.

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