domingo, 29 de maio de 2016

ENSINO RURAL

No Brasil, cerca de 19% da população encontra-se no meio rural (Censo IBGE/2006) e apresenta os mais baixos índices de escolaridade de toda sociedade. O analfabetismo da população rural na faixa etária acima de 15 anos é de 23,3%, enquanto na zona urbana é de 7,6%, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (PNAD/2007).

Mesmo sabendo que os problemas da educação no Brasil não ocorrem apenas no meio rural, sabe-se que ali se agravam em decorrência do tratamento ao longo dos tempos, que incluía políticas compensatórias que desconsideravam a realidade e necessidades das populações, não havendo um sistema de educação no meio rural com formulação de diretrizes e políticas pedagógicas específicas que possibilitem a institucionalização e manutenção de uma escola em todos os níveis com qualidade.

Embora a Legislação Federal e Estadual (Constituição Federal, LDB, FUNDEF e Resoluções do Conselho Estadual de Educação) ressaltem o caráter obrigatório do Ensino Fundamental, além da prioridade para sua oferta por parte de municípios e estados, é preciso garantir uma melhoria no acesso, permanência e, consequentemente, na qualidade do ensino ofertado, superando a ausência histórica de uma política de educação voltada às especificidades da realidade rural da Amazônia brasileira.

A educação rural nos impõe o desafio de garantir às populações acesso e permanência a um ensino de qualidade, que as habilite ao exercício da verdadeira cidadania, mesmo diante dos limites impostos pelo denso território amazônico.

Desde 1999, o Governo do Estado do Acre envia esforços para garantir uma educação inclusiva e de qualidade. E, para que esse objetivo seja alcançado, muitos investimentos foram feitos. O primeiro passo foi a implantação do Programa Escola Ativa, em 1999, para atender as classes multisseriadas de 1º ao 5º ano.

Para receber a demanda do 1º segmento do Ensino Fundamental, em 2005, foi implementado o Programa Asas da Florestania Fundamental.

Em 2008, com a conclusão das primeiras turmas do Asas Fundamental, a SEE inaugurou o Asas Médio, recebendo os alunos advindos do Fundamental.

Diante desse contexto, ainda havia um público à margem das políticas públicas de educação – as crianças de 4 e 5 anos. E para garantir o direito à educação para todos, foi inaugurado em 2009, o Asas da Florestania Infantil, também conhecido como Asinhas, executado em parceria com as prefeituras municipais.

Todas essas políticas públicas de atendimento são aprovadas pelo Conselho Estadual de Educação (CEE), que tem proposto materiais pedagógicos específicos para cada oferta de ensino, além do programa de formação continuada e do monitoramento.

O ensino Rural foi implantado em 2005, atendendo 367 alunos em 26 turmas em 7 municípios. Aprovado pelo CEE (Conselho Estadual de Educação) de acordo com o PARECER/AC Nº051/2006 e RESOLUÇÃO CEE/AC Nº 45/06 em 29 de agosto de 2006. Devido a distorção idade série, nos primeiros anos organizados com uma matriz de 2 anos.

Em 2011, foi implantado a matriz de 4 anos. Esta, organizada pelo CEE (Conselho Estadual de Educação) de acordo com o PARECER CEE/AC Nº 49/2011 e RESOLUÇÃO CEE/AC Nº 220/2011.

No ano 2005, a Secretaria de Estado de Educação e Esporte do Acre (SEE), em parceria com a Fundação Roberto Marinho, estruturou os módulos do que viria a ser o programa Asas da Florestania. Com financiamento do Banco Mundial, o atendimento inicial foi voltado para 367 alunos de ensino fundamental em sete municípios. Hoje, o programa já está sendo desenvolvido em todas as escolas do município, com oferta ampliada para alunos do ensino médio e, mais recentemente, infantil.

O Asas da Florestania, em suas três modalidades, seguindo as Diretrizes e Referenciais Curriculares Nacionais, trabalha com metodologia e materiais pedagógicos específicos, adequando as aulas e os atendimentos às realidades das comunidades rurais de difícil acesso. Asas da Florestania leva educação às comunidades da zona rural do Acre

Em Tarauacá, o programa é coordenado pelo Núcleo de Estadual de Educação, através da Professora Silvia Ciacci, coordenadora de ensino rural. Em 2012 o programa formou em Tarauacá 96 aluno,s, em 2015, foram 192 e a previsão é formar mais 106 em 2016. 

O programa é desenvolvido nas escolas da zona rural localizadas às margens dos rios Muru e Tarauacá e BR 364. Para isso, conta com uma equipe organizada de coordenadores e professores e mais, uma infra estrutura de 40 barcos e 3 ônibus para o transporte escolar de todos os alunos. Recentemente, o município ganhou reforço de uma caminhonete, mais um barco e uma moto, cedidos pelo governo do Estado e financiados pelo Banco Mundial, um dos principais parceiros do programa, juntamente com a Fundação Roberto Marinho.


"Não é fácil levar educação de qualidade em todas as comunidades de difícil acesso. Necessitamos de uma grande logística para atender as comunidades. Mas no final a gente se sente feliz quando observa o resultado do nosso trabalho", disse Silvia.

A riqueza da diversidade brasileira vem acompanhada de grandes desafios educacionais. Os diferentes contextos sociais do país pedem uma educação que considere os indivíduos e suas realidades. A preocupação por ofertar uma educação que dê conta desta diversidade e que seja de qualidade é central no projeto acreano Asas da Florestania. Marcado por uma variedade de municípios rurais de difícil acesso, o estado tem o desafio de garantir educação à toda a população rural.

Para sanar este cenário, a Secretaria de Estado de Educação e Esporte, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, construiu o projeto Asas da Florestania. Estruturada em módulos, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e os referenciais curriculares do próprio estado, a iniciativa prevê a abordagem de temas regionalizados para contribuir com a qualidade de vida das pessoas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário