sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Escola estadual teve a comunidade como aliada para tirar 7 no Ideb

Luan de Castro, 11 anos, é um dos estudantes “nota dez” da escola Georgete Kalume (Foto: Diego Gurgel/Secom)
Aos 11 anos, o garoto Luan de Castro confessa um desejo do coração, o de ser engenheiro civil, e diz encontrar na escola o seu maior aliado para a realização desse sonho. A continuar seus esforços, deve chegar lá, sobretudo porque é um dos 230 alunos da manhã que estão sendo preparados de uma forma especial pelos educadores da Escola Estadual de Ensino Fundamental Georgete Eluan Kalume, no bairro Cadeia Velha.
Projetos transversais, que adicionam linguagem com geografia e história regional, são alguns dos diferenciais da escola (Foto: Diego Gurgel/Secom).
A escola, que obteve nota 7 no recém-divulgado Índice Nacional da Educação Básica, o Ideb, está em segundo lugar no ranking da rede pública estadual em Rio Branco, e na terceira posição, em todo o estado.

Ali, as boas práticas escolares estão às claras, sem rodeios, e bem planejadas para que não pairem dúvidas sobre a eficiência do ensino-aprendizagem. “O nosso princípio é justamente o da clareza do que queremos. Se a escola e seus gestores não sabem o que querem para seus estudantes e não seguem um planejamento eficiente, infelizmente não há progresso”, ressalta a gestora Nancy de Souza.

Um ponto em comum entre as escolas acreanas com as maiores notas no Ideb e a Escola Georgete Kalume são as reuniões de avaliações e o comprometimento de todos, desde os pais de alunos a inspetores, merendeiras, coordenadores de ensino, coordenadores pedagógicos e professores. Os planejamentos de aulas são feitos uma vez por mês com toda a equipe, e semanalmente, por série.

Além disso, projetos de leitura e programas de estudo com temas transversais são uma constante: nesta semana, por exemplo, os estudantes trabalham história e geografia do Acre. Na porta de cada sala há uma bandeira de um dos municípios acreanos que estão sendo estudados. No projeto, estão incluídos subtemas como economia regional, história local e os aspectos geográficos de cada região.

Dentro desse ambiente de fomento ao saber, quem se destaca merece reconhecimento. A foto dos melhores alunos vai para o mural da escola, estampada em uma estrela dourada.

Por isso, não é de se admirar que alunas como Beatriz Lima, de dez anos, tenha prazer pela escola. “Eu amo português e geografia, porque a professora é legal e porque eu gosto de ler e conhecer novos lugares, mas tudo aqui é muito bom. Eles me deixam pegar um livro sempre que eu quero. E as aulas de interpretação de textos são minhas favoritas”, diz a menina.

E é de se admirar o esforço dela para estudar. A rotina de Beatriz começa de manhã bem cedo, quando a mãe, vendedora de cosméticos e que tem outros dois filhos gêmeos de quatro meses, embarca-a em um ponto do estádio Arena da Floresta. Do terminal, a menina pega outro ônibus para a escola. Seu pai é separado da sua mãe e vive em Santa Catarina. E além da venda de produtos de beleza, a família é beneficiária do programa Bolsa Família.

A Escola Georgete Eluan Kalume tem 620 alunos, divididos em nove turmas pela manhã, cinco à tarde e nove turmas da Educação de Jovens e Adultos à noite, a maioria composta de pais de alunos. Em outubro de 2011, foi agraciada com a Medalha Paulo Freire, honraria concedida pelo Ministério da Educação pelo projeto “Pais e Filhos Alfabetizados”.
Investimentos

Ao longo dos últimos anos, foram significativos os investimentos do governo do Estado na Educação Pública acreana. Políticas públicas integradas, elevação da infraestrutura física das escolas e a qualificação profissional foram primordiais, para elevar o Acre ao primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), da Região Norte.

Em 2013, o Estado registrava índice de 5,1 pontos no Ideb, nas séries do 1° ao 5° ano. Em 2015, o crescimento foi de 0,4, chegando a 5,5 pontos.

A estudante Beatriz Sampaio Lima, 10 anos, afirma que interpretação de texto a ajuda a compreender o mundo (Foto: Diego Gurgel/Secom)

Luan Silva de Castro, 11 anos, estuda para ser engenheiro civil; ele é um dos estudantes nota-dez da escola Georgete Kalume (Foto: Diego Gurgel/Secom)

Estudantes da 4ª série concentrados nas aulas de língua portuguesa; projetos transversais, que adicionam linguagem com geografia e história regional, são alguns dos diferenciais da escola (Foto: Diego Gurgel/Secom)

(Foto: Diego Gurgel/Secom)

(Foto: Diego Gurgel/Secom)

(Foto: Diego Gurgel/Secom)

(Foto: Diego Gurgel/Secom)

(Foto: Diego Gurg)

Fonte: Agência de Notícias do Acre

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