sábado, 20 de maio de 2017

PROFESSORA FRANCISCA ARAGÃO PARTICIPA DE AULA INAUGURAL DO PROJETO BOMBEIRO MIRIM EM TARAUACÁ


O Corpo de Bombeiros realizou na manhã desta sexta feira, no auditório da Escola Djalma Batista, o ato solene da “aula inaugural” do Projeto Bombeiro Mirim edição, edição 2017 em Tarauacá. O encontro contou com a presença do secretário de Segurança Publica Emylson Farias, O subcomandante do Corpo dos Bombeiros, Coronel Carlos Batista, Tenente Sanderson Ferreira, Comandante do 7º BEPCIF em Tarauacá, Deputado Estadual Heitor Júnior, Coordenadora Regional de Educação Professora Francisca Aragão, Secretário municipal de Educação Rosenir Arcênio, Vereadores Janaina Furtado, Lauro Benigno e Neirimar Lima, Bombeiros Militares, Sub Comandante da PM Tenente Abreu, Diretores Escolares, familiares e 150 bombeiros mirins.


Uma grande entusiasta do projeto é a professora Francisca Aragão, Coordenadora do Núcleo Estadual de Educação. Para a educadora, essa parceria entre a escola e o Bombeiro Mirim é fundamental para ensinar valores aos jovens. “Vocês sairão desta formação melhores do que entraram. Serão melhores alunos, melhores filhos e melhores cidadãos”, enfatizou Francisca. No final, a garotada forma em colunas para receber o banho popularmente conhecido como “batismo”.


O PROJETO:

A ação tem como objetivo contribuir para a melhoria da vida da população de nossa cidade, proporcionando condições favoráveis que auxiliem na formação integral das crianças, pré-adolescentes e adolescentes de famílias em estado de vulnerabilidade social.

O curso tem duração estimada de dez meses. Nesse período, os bombeiros mirins recebem uniformes, aprendem sobre respeito, conduta, companheirismo, ordem, natação, primeiros socorros, salvamento em altura, educação de trânsito e outras atividades, tudo em ações e linguagem específicas para a juventude.

Pelo projeto, os alunos terão atividades envolvendo educação física, futebol e piscina, além de receberem noções básicas de combate a incêndios, primeiros socorros, salvamento em altura, terrestre e náutico, civismo e cidadania, respeito aos símbolos nacionais, educação no trânsito, prevenção ao uso de drogas, informática, higiene pessoal e educação ambiental. Suas atividades escolares também são acompanhadas pelos instrutores. As aulas iniciam na próxima segunda feira em 2 turnos.

Fonte: Portal Tarauacá

Governo investe R$ 16 milhões em climatização de escolas no Acre


Com o objetivo de melhorar os espaços de ensino-aprendizagem do Acre, o governador Tião Viana destina R$ 16 milhões este ano para o programa de climatização das escolas estaduais da região. O aporte é originário de recursos próprios do Estado.

O investimento contemplará os 22 municípios, beneficiando diretamente 207 escolas estaduais e cerca de 140 mil estudantes, além de professores e servidores.

O lançamento do programa será realizado no auditório da Secretaria de Educação e Esporte (SEE), na segunda-feira, 22, às 10h30. Autoridades regionais participarão do evento.

“Essa medida mostra a sensibilidade do governador Tião Viana com a melhoria do ensino acreano, ao passo que valoriza ainda mais nossos professores e estudantes, que vão ganhar ambientes mais agradáveis para desenvolver suas atividades com mais conforto”, comemora o secretário adjunto de Educação, José Alberto Nunes, o Xaxá.

Escolas dos 22 municípios acreanos serão contempladas (Foto: Mardilson Gomes)
Execução
Os recursos serão utilizados para aquisição e instalação dos aparelhos de ar-condicionado e estruturação da rede elétrica das escolas públicas rurais e urbanas.

A execução do programa se dará em três etapas. A primeira beneficiará 24 instituições de ensino, a segunda abrangerá outras 33, e a terceira contemplará mais 150 estabelecimentos escolares. A previsão para a conclusão de todas as etapas é para setembro de 2018.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

sexta-feira, 19 de maio de 2017

OFICINA PARA PROFESSORES DE CIÊNCIAS HUMANAS


Na última quarta feira, 18 de maio, na sala multiuso do Sinteac, realizou-se uma Oficina de Procedimentos de Leitura para os professores de Ciências Humanas, sob a responsabilidade da equipe de Formadores do Núcleo Estadual de Educação de Tarauacá.













II OFICINA PARA COORDENADORES DE ENSINO E PEDAGÓGICOS


Realizou-se, no dia 16 de maio, a II Oficina para Coordenadores de Ensino e Pedagógicos sobre PROCEDIMENTOS DE LEITURA com os seguintes objetivos:

· Ler, analisar e produzir gêneros textuais diversos, nas diferentes áreas do conhecimento.

· Desenvolver procedimentos de leitura e escrita, através do estudo de textos de diferentes gêneros, favorecendo a sua aplicabilidade em todos os componentes curriculares.

· Discutir a temática de gênero, a fim de estimular o respeito a esse assunto.

· Ampliar o repertório do leitor, de modo que se posicione criticamente frente a um problema social, seja de forma oral ou escrita.

· Planejar situações de aprendizagem de leitura e escrita com foco no desenvolvimento de habilidades e procedimentos de leitura ainda não consolidados.

· Elaborar o esboço de um programa de leitura para implementação na escola, envolvendo todas as áreas do currículo.


















terça-feira, 16 de maio de 2017

Festival Estudantil da Canção começa nesta segunda


Começa nesta segunda-feira, 15, o Festival Estudantil da Canção (FEC). O lançamento da edição deste ano será realizada no quadra do Colégio Estadual Barão do Rio Branco (CEBRB), às 17 horas.

O FEC é a maior festa da juventude estudantil do Acre. É por meio dele que novos talentos são descobertos no campos das artes, música e danças. Participam do festival alunos das redes pública e privada.

Uma das novidades deste ano é a participação dos alunos de todo o estado. Nos municípios haverá seleção, e os selecionados participarão da grande final em Rio Branco, no dia 26 de agosto. As músicas apresentadas podem ser autorais ou não.
Prêmios

Além de troféus, os participantes concorrerão a premiações, nas modalidades autoral e intérprete, sendo elas de R$ 4 mil para o primeiro, R$ 3 mil para o segundo e de R$ 2 mil para o terceiro colocado.

A premiação é tida como um incentivo para os candidatos, pois o principal intuito do projeto é a interação entre os alunos de diversas escolas e a produção musical e outras linguagens artísticas nos contextos escolares.
Organização

O concurso é promovido pelo governo do Estado e a prefeitura de Rio Branco, por meio da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour (FEM), da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE) e da Assessoria de Juventude (Assejuv).

Agência de Notícias do Acre

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Tarauacá recebe visita da Assessora da COEJAPE

 

A Coordenação da EJA, em Tarauacá, recebeu nos dias 08 e 09 de maio, a visita da Assessora da COEJAPE (Coordenação de Jovens e Adultos e Programas Especiais ), vinda diretamente de Rio Branco, Dilmara Rodrigues da Silva. Ela veio com o objetivo de realizar o acompanhamento à assessora da EJA local, Marina Machado, como também as escolas urbanas Plácido de Castro e João Ribeiro.


No momento a mesma realizou reuniões com os gestores Valdernilson Lima e Ilca Frota, além dos coordenadores pedagógicos Zezé Leão e Edmundo Maciel. Em pauta foi acompanhado a freqüência dos alunos, plano de ação da EJA, planejamento quinzenal e o apoio aos alunos com baixo rendimento. Resultado muito positivo pois, são os pontos fortes que a equipe da EJA em Tarauacá tem traçado grandes metas.


Por Marina Machado /Assessora da EJA

quinta-feira, 11 de maio de 2017

ESCOLA DE ENSINO MÉDIO DJALMA BATISTA, REDUZ ÍNDICES DE EVASÃO ESCOLAR


Deixar de frequentar a escola não será tarefa fácil para os alunos da Escola de Ensino Médio Doutor Djalma da Cunha Batista do Município de Tarauacá. 

Para combater o razoável índice de alunos faltosos (evasão escolar) nesse ano letivo de 2017, o gestor Professor José Ivonaldo Benigno, juntamente com os demais membros de sua equipe de gestão, decidiu dar continuidade ao projeto ‘A Caminho Da Escola'. 


De acordo com o gestor, em levantamento realizado em anos anteriores a escola chegou a contabilizar uma média de 40% de evasão. Com a implantação do projeto há cerca de 3 anos, esses índices diminuíram a cada ano, chegando a 12% em 2016 e a meta esse ano de 2017 é baixar para 1 dígito. 

Alunos que deixam de vir à escola pelo menos três vezes por semana e acabam perdendo conteúdos importantes que prejudicavam o rendimento escolar e os demais que não apareceram na escola, estão sendo contactados pela escola e seus familiares recebem, se for necessário a visita de um gestor. 


O gestor, junto aos professores, fez o levantamento de que alunos estão deixando de frequentar as aulas, em seguida faz o contado telefônico com o estudante ou seus pais e por último faz uma visita pra conversar pessoalmente com o aluno e seus familiares para saber os motivos das ausências.

Nas visitas os gestores conversam com os pais para explicar a importância de manter o filho frequentando a escola assiduamente, leva uma ficha para que o pai assine confirmando que recebeu a visita e se responsabilizando por manter o filho estudando. Os pais ou responsáveis são informados também que poderão ser responsabilizados juntos aos órgão de proteção à criança e adolescentes especialmente ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público. 

Fonte: blog da Djalma Batista

terça-feira, 9 de maio de 2017

SEE explica as principais mudanças do Enem 2017


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano sofreu algumas mudanças. O secretario de Educação do Acre, Marco Brandão, explica quais foram as principais alterações feitas pelo Ministério da Educação (MEC). A principal delas é a mudança dos dias de provas. Este ano, serão aplicadas em dois domingos consecutivos (5 e 12 de novembro) – antes os testes eram realizados em um único fim de semana (sábado e domingo).

Outra mudança significativa do exame é relativa à redação, que passa a ser no primeiro dia de prova, junto com as áreas de Linguagem, Código e suas Tecnologias, e Ciências Humanas e suas Tecnologias.

“As novas regras buscam atender as opiniões coletadas durante a consulta pública sobre o exame, realizada pelo MEC no início do ano. Além disso, as novas medidas visam aumentar a segurança das provas”, explica Brandão.

Certificado de ensino médio

Além da modificação da ordem de aplicação das áreas do conhecimento, outra que chamou atenção é referente ao certificado de conclusão de ensino médio. A partir deste ano não existe mais a possibilidade de obter a certificação por meio do Enem.

Agora o estudante interessado em conseguir a certidão terá que fazer o Exame Nacional de Certificação de Jovens e Adultos (Encceja), que é o teste adequado para esse fim.

Atendimento Especial

Para os candidatos com necessidades especiais, também houve reforma. Nesta edição, as pessoas que precisam de tempo adicional para fazer as provas devem solicitar as horas extras no ato da inscrição, e não mais na hora da prova, como era anteriormente.

Além disso, os solicitantes devem anexar documento que comprove os motivos do pedido do benefício.

Taxa de Inscrição

Mais uma medida adotada é quanto ao valor da inscrição, que passou de R$ 68 para R$ 82 (reajuste de 20,58%).

Os pedidos de isenção também têm novas regras – agora quem solicitar terá que informar seu Número de Identificação Social (NIS) no ato da inscrição. A partir disso, o sistema fará a busca automática dos dados do requerente a partir da declaração do NIS.

Podem solicitar inscrição gratuita quem concluiu o ensino médio em escola pública e candidatos cadastrados no Cadastro Único (CadUnico), do Ministério de Desenvolvimento Social e Reforma Agrária, que identifica integrantes de famílias de baixa renda.

Também podem ser isentos cidadãos com renda familiar igual ou inferior a um salário mínimo e meio por pessoa e que tenham cursado o ensino médio inteiro em escola pública ou em escola privada com bolsa integral.

O período das inscrições também já tem data definida: inicia-se no próximo 8 de maio e se encerra dia 19 do mesmo mês, pelo site do Instituto Nacional de Pesquisas Institucionais (Inep).

Fonte: Agencia de Noticias do Acre

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Governo do Acre entrega veículos e equipamentos para o ensino rural

O governador Tião Viana e o secretário de Educação e Esporte (SEE), Marco Brandão, entregam às comunidades rurais e ribeirinhas nesta quinta-feira, 4, veículos e equipamentos que irão garantir a qualidade de ensino em diversos municípios do estado.

A solenidade será em frente ao Palácio Rio Branco, a partir das 8h30, e serão entregues 26 veículos, sendo dez pick-ups com tração nas quatro rodas, treze motos e três quadriciclos, além de dezessete barcos.

Os veículos e equipamentos foram adquiridos pelo governo do Acre com investimentos da ordem de R$ 1,8 milhão.


Fonte: Agência de Notícia do Acre

Educação indígena específica: uma política pública que emergiu das aldeias (artigo)

Bené Huni Kuin é professor (Foto: Sérgio Vale/Secom)

Por Bené Huni Kuin

A política pública de educação para os povos indígenas do Acre tem passado por constantes transformações. O Estado consolida suas ações a partir das demandas que emergem das aldeias. Esse processo educacional, responsável pela garantia de direitos, hoje é a base do fortalecimento cultural dos povos da floresta. Neste depoimento, o cacique da Aldeia Água Viva, de Tarauacá, Bené Huni Kuin, relata como tem ocorrido o processo:

“São duas cobras: uma engolindo a outra. A Língua Portuguesa e a Língua Hãtxa Kuîn [dialeto Huni Kuin]. Nesse processo de educação homogênea, percebemos que a nossa cultura e língua estavam sendo engolidas pela Língua Portuguesa. A jiboia grande, a língua majoritária, a língua oficial brasileira, estava nos engolindo. E, apesar de o povo Huni Kuin ser mantenedor da sua cultura, a cobra grande nos devorava.

Algumas de nossas aldeias já estavam dentro da barriga da cobra, e nos perguntamos o que poderíamos fazer para reverter isso. Então percebemos o tamanho do desafio que seria sair da barriga da cobra. Tudo isso nos fez entender e reconhecer que língua oficial e majoritária é a nossa, a Hãtxa Kuîn.

Ela não está oficializada pela lei, mas por nós mesmos, porque é a nossa língua-mãe. Nela estão nossas características pessoais. Precisamos mantê-la para nos comunicarmos e existirmos como povo. Caso contrário, muito em breve, o povo Huni Kuin estará apenas na história. E nós não queremos ser apenas história.



Muitas tradições do nosso povo se perderam, porque os conhecedores, os nossos mestres, levaram para a eternidade. Com essa educação específica, realizado em parceria com o governo, vamos perpetuar e fortalecer a nossa cultura. Somente assim, a jiboia não irá mais nos engolir e poderemos caminhar em comunhão.

No Acre, estamos trabalhando para que os ensinamentos da Língua Portuguesa se unam aos nossos conhecimentos, dentro e fora das salas de aula, nas nossas aldeias. Uma língua respeitando a outra. Tudo começou em 2004, quando eu trabalhava na Assessoria Pedagógica da Educação Escolar Indígena, na TI Praia do Carapanã e a gente ouvia falar em educação indígena diferenciada. Nesse período, comecei a me perguntar o que seria essa educação diferenciada.

Para o público não indígena, a diferença estava homogeneizada, pois a cultura indígena acreana Huni Kuin parecia ser a mesma dos índios do Sul. Em conversas com o doutor em Linguística pela Universidade de Brasília [UnB] Joaquim Maná Huni Kuin, percebemos a necessidade de trabalhar essa diferença e de discutirmos a nossa educação.

Foi quando concebemos um modelo de educação indígena específica, a Huni Kuin. O Paulo Roberto [Ferreira], da Secretaria de Estado de Educação, foi nosso parceiro nesse processo. A partir de 2004, a proposta de ensino foi levada às 12 TIs Huni Kuin existentes no Acre.

Montamos uma equipe: quatro professores visitaram esses lugares, para mostrar como fazer a diferente e, principalmente, que a diferença estava em nós mesmos. Em 2009, tive o privilégio de falar sobre isso no curso de formação de professores indígenas, que contou com a presença de representantes dos 15 povos do Acre e do então governador, Binho Marques.

Nosso desafio estava posto. Começamos a estruturar esse modelo de educação, que valorizava a especificidade da cultura de cada povo. A partir daí, percebemos que formar professores e educadores indígenas para atuar apenas na sala de aula não era suficiente. Precisávamos ir além.

Nos anos seguintes avançamos. Em 2011, com o apoio do governo do Estado, CPI, Organização dos Professores Indígenas do Acre [Opiac] e Unicef, entre outros parceiros, realizamos a primeira experiência do curso de formação de política linguista, que contou com a presença de 50 professores, na Aldeia Água Viva. Foi um sucesso.”

*Bené Huni Kuin é professor na Aldeia Água Viva, localizada na TI Praia do Carapanã

Fonte: Agência de Notícias do Acre