quinta-feira, 17 de maio de 2018

CONHEÇA A HISTÓRIA E A EQUIPE GESTORA DA ESCOLA ESTADUAL "PLÁCIDO DE CASTRO" EM TARAUACÁ


A Escola Estadual Plácido de Castro, uma das mais tradicionais de Tarauacá, foi instalada em 27 de março de 1956, através do Decreto nº 44, de 23 de março de 1953, com a denominação “Curso Normal Regional”, sob direção da professora Isabel Monteiro Medeiros, funcionando em prédio provisório na escola João Ribeiro. O Nome é uma homenagem a José Plácido de Castro, líder da Revolução Acreana.


 Neste ano de 2018, atende uma clientela de 886 alunos distribuídos em três turnos, oferecendo ensino fundamentar de 6º ao 9º regular e EJA. O seu quadro de pessoal contamos com 29 professores e 29 servidores do quadro administrativo. 


A Equipe Gestora, tem a frente o Diretor Professor Valdernilson de Lima Gomes, Coordenadora de Ensino - Maria Neusa Araujo Rego de Melo, Coordenadora Administrativa - Jocilene Maria da Costa Ozório, Coordenadora Pedagógica (Ensino Regular) - Érica Alessandra Quirino Gomes e Coordenador Pedagógico (EJA) - Antonio José de Oliveira Leão.
Equipe Gestora e Pedagógica 



Diretor - Valdernilson de Lima Gomes – Licenciado em Matemática e Pós-graduado em Planejamento e Gestão Escolar na Educação Básica. 


Coordenadora de Ensino - Maria Neusa Araújo Rego de Melo – Licenciada em Matemática e Pós-graduada em Planejamento e Gestão Escolar na Educação Básica. 


Coordenadora Pedagógica do Ensino Regular - Érica Alessandra Quirino Gomes – Licenciada em Geografia. 



Coordenador Pedagógico da EJA - Antonio José de Oliveira Leão – Licenciada em Letras Vernáculo e Pós-graduado em Planejamento e Gestão Escolar na Educação Básica. 



Coordenadora Administrativa - Jocilene Maria da Costa Ozório – Licenciada em Letras Vernáculo. 



Secretária - Antônia Vanusa Garcia de Souza Vale - Licenciada em Geografia. 



HISTÓRICO

A Escola Estadual Plácido de Castro, uma das mais tradicionais de Tarauacá, foi instalada em 27 de março de 1956, através do Decreto nº 44 de 23 de março de 1953 com a denominação “Curso Normal Regional”, sob direção da professora Isabel Monteiro Medeiros, funcionando em prédio provisório na escola João Ribeiro.

A Escola Estadual Plácido de Castro é mantida pela Secretaria de Estado de Educação escrita no CNPJ sob o nº 01.223.319/000-49. Localizada na Av. Antônio Frota, 377 – Centro – Tarauacá - AC. 

Em 1974, passou a chamar-se Escola de Ensino Fundamental “Plácido de Castro” em homenagem ao herói desbravador de nosso Estado Cel. José Plácido de Castro, funcionando em prédio próprio. 

Em 1º de março de 1977, com a implantação da Lei 5.692 de 11 de agosto de 1971, passou-se a chamar de 1º grau “Plácido de Castro”, com sede e fórum no município de Tarauacá, Estado do Acre, situada a Av. Antônio Frota nº 377 – Centro, atendendo alunos de 1ª a 8ª série e Educação de Jovens e Adultos. 

Em 1996 a escola passou a atender somente de 5ª a 8ª série e Educação de Jovens e Adultos. 

No ano de 2006, durante o governo Jorge Viana, teve seu prédio reformado e ampliado, mantendo-se sua estrutura original, mas, retirou-se o auditório e acrescentaram uma quadra poliesportiva. 

Neste ano de 2018, a Escola de Ensino Fundamental “Plácido de Castro”, atende uma clientela de 886 alunos distribuídos nos turnos seguintes: 

No primeiro turno (matutino) funcionam 11 turmas com 356 alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, no segundo turno (Vespertino) temos 11 turmas com 336 alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e no terceiro turno (noturno) com 194 alunos. Seu quadro de pessoal é composto de 29 professores e 29 funcionários de apoio. 



A escola conta com a Equipe Gestora, formada pelo Gestor Valdernilson de Lima Gomes, Coordenadora de Ensino Maria Neusa Araujo Rego de Melo, Coordenadora Administrativa Jocilene Maria da Costa Ozório, Coordenadora Pedagógica (Ensino Regular) Érica Alessandra Quirino Gomes e Coordenador Pedagógico (EJA) Antonio José de Oliveira Leão. 

Nestes 54 anos de fundação a Escola Plácido de Castro teve vários diretores que muito fizeram pela escola e consequentemente pela educação de nosso município. Os diretores foram os seguintes:

DATA
NOMES
1956 – 1957
 Isabel Monteiro Medeiros
1958
 Maria Augusta da Silva
1959 – 1962
 Raimundo Gomes de Oliveira
1962 – 1964
 Victor dos Anjos do Nascimento
1964 – 1966
 Tupanir Gaudêncio da Costa
1966
 Raimunda Lima Coelho
1967 – 1971
 Ciriná Barbosa da Cunha
1971 -  1972
 Irmã Clarinda Canci
1973
Sebastião Galvão Lessa
1974
 Francisca Aragão Leite
1975 – 1978
 Francisca Araújo da C. Bayma
1979
 Manoel Zilmar G. de Brito
1980 – 1983
 Raimunda Soares El-Showwa
1984 – 2000
 Raimunda Nonata de Alcântara
2001 – 2006
 Sirleida da Silva Prado
2007
 Maria da Liberdade Bayma Saraiva
2008 – 2011
 Maria Neusa Araújo Rego

O nome PLÁCIDO DE CASTRO é uma homenagem ao líder da Revolução Acreana.


No dia 12 de dezembro de 1873, nasceu na cidade de São Gabriel, Rio Grande do Sul, o primogênito do Capitão Prudente da Fonseca Castro que recebeu o nome de seu avô paterno, José Plácido de Castro, que também havia sido militar. Com isso o menino parecia predestinado a seguir a carreira militar que há três gerações consecutivas marcava os homens daquela família. Mas a morte do pai quando Plácido tinha quase 12 anos, dificultou a formação do menino que se viu obrigado a trabalhar para ajudar no sustento dos seis irmãos e da mãe.


Trabalhou em diversos ramos de atividade: loja de fazendas, aprendiz em ourivesaria, cartório, comércio, até completar 16 anos e começar a carreira militar. Em 1889, assentou praça no 1º Regimento de Artilharia de Campanha, o conhecido “Boi de Botas”. Conseguiu uma vaga na Escola Militar de Porto Alegre onde estava quando começou a Revolução Federalista, durante a presidência de Floriano Peixoto. Plácido acabou por se alinhar aos Maragatos e alcançou rapidamente o posto de Major. Porém, apesar dessa fulminante ascensão, a derrota dos Maragatos levou Plácido de Castro a abandonar a carreira militar, ainda que tenha sido anistiado.

Em 1896 o jovem Plácido chegou ao Rio de Janeiro e, em 1898, foi para São Paulo. Seguindo seu tortuoso caminho, logo chegou a Amazônia. Começou então a trabalhar como agrimensor na demarcação de terras e não demorou em se tornar mais uma vitima do impaludismo. Já ao início de 1902, Rodrigo de Carvalho, acompanhado de dois outros grandes seringalistas procuram Plácido de Castro para lhe propor um movimento armado contra a dominação estrangeira, que aceita.

Muito tem sido dito sobre o papel de Plácido de Castro na vitória revolucionária contra os bolivianos. É preciso considerar que a quarta revolução ocorrida no Acre foi de curta duração. Começou em 6 de agosto de 1902 e terminou a 24 de janeiro de 1903, ou seja, apenas seis meses de confrontos mais agudos. Talvez o principal fator do sucesso desse movimento tenha sido a formação de um exército organizado, composto por seringueiros sem experiência militar, mas com uma organização suficiente para direcionar os esforços e ações daquelas centenas de homens. Para isso foi fundamental a experiência militar de Plácido.

Um outro fator de peso no resultado do movimento armado foi o forte apoio dos grandes seringalistas, especialmente no rio Acre. Isso lhe deu o suporte necessário para a formação e manutenção de um exército como ainda não havia existido. Durante os longos dias de cerco e combate às posições bolivianas, não faltaram suprimentos, munição e armamentos para o exército acreano, apesar de o próprio Plácido de Castro ter se queixado, em seus apontamentos sobre as provações passadas nos dias de marcha forçada quando faltavam provisões para alimentar seus soldados. O certo é que o papel desempenhado por Plácido de Castro foi fundamental para o sucesso do movimento armado que tornou o Acre brasileiro.

Após o término da Revolução era a hora de colher seus frutos. Plácido de Castro fez questão de ir ao Rio de Janeiro entregar pessoalmente ao Barão do Rio Branco seu relatório sobre o conflito acreano. Durante toda a viagem Plácido foi homenageado nas cidades por onde passou, especialmente em Manaus e Belém. Historiadores descrevem como apoteótica sua chegada ao Rio de Janeiro, onde foi recebido ainda a bordo do navio pelo próprio Barão.

Entretanto, recusa o oferecimento de uma patente de coronel da Guarda Nacional que lhe foi feita pelo Governo federal. Julgava esta honraria ofensiva já que comumente era feita aos coronéis e compadres políticos do poder oficial.

Retornou, então, ao Acre com a expectativa de realizar sua independência financeira. Com efeito, mais uma vez a ascensão de Plácido de Castro foi rápida. Tornou-se proprietário do Seringal Capatará, comprado a crédito. Em um gesto audaz, entrou no território boliviano para requisitar a posse legal das terras que ele havia delimitado na Bolívia. Com o sucesso dessas empreitadas, se tornara um grande latifundiário que sonhava em implantar sistemas mais racionais de exploração daquelas terras, planejando inclusive estabelecer a criação de bois e muares nas pastagens naturais de algumas localidades acreanas e bolivianas. Esse processo culminou com a compra também a crédito do grande seringal Bagaço, consolidando uma fortuna pessoal que era causa de acusações por parte de seus inimigos.

Além disso, Plácido de Castro ainda se veria envolvido nas discussões acerca dos abusos cometidos pelo governo federal que cobrava um imposto escorchante sem, entretanto, investir no desenvolvimento do Acre. Entre os anos 1906 e 1907, durante oito meses, exerceu o cargo de Prefeito Interino do Departamento do Alto Acre em circunstâncias pouco definidas, a partir do que remeteu relatório ao Ministro da Justiça. Com a chegada de um novo Prefeito Departamental do Alto Acre, o Cel. Gabino Besouro se precipitariam os acontecimentos que marcaram o desfecho trágico da vida do ex-comandante revolucionário.

A forte disputa política regional marcada pela reivindicação da autonomia política do Território e o confronto entre diferentes grupos pelo poder marcaram o período inicial da existência do Território Federal do Acre. Assim, no dia 9 de agosto ao retornar da cidade de Rio Branco para o Seringal Capatará, Plácido acompanhado por seu irmão Genesco e amigos, sofreu uma emboscada próximo ao seringal “Flor de Ouro”, de propriedade do Subdelegado Alexandrino José da Silva, um dos principais suspeitos pela autoria do crime. Levado ao seringal Benfica de seu amigo João Rola, agonizou durante dois dias e no dia 11 de agosto de 1908 deixou a vida nas terras que ajudou a conquistar. (http://www.jorgeviana.com.br)

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